Pinhão na França

Desta vez meus pinhões foram para uma amiga francesa. Usei o tecido serigrafado para fazer uma cestinha. Emma se preocupa com os problemas ligados à natureza, fala muito da Amazônia mas desconhece outros ecossistemas brasileiros que também estão em perigo, então eu achei que ela seria perfeita para esta minha primeira, talvez utópica, talvez ingênua missão de despertar a atenção de todos sobre o eminente desaparecimento deste nosso patrimônio que é a Araucária angustifolia e por consequência todo um ecossistema chamado floresta ombrófila mista.

Cestinha com a etiquetinha.

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Cartãozinho de aniversário com pinhões serigrafados.

 

Despachando para a França.

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Chegando um pouquinho amassado na França.

Usei o papel serigrafado MON Araucária para encapar a caixinha.

Foto – Emmanuelle

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Conhecendo um pouquinho a Emma eu sabia que ela iria escolher usar a cestinha como cachepo.

Foto – Emmanuelle

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Serigrafia estampa MON Araucária

Uma interpretaçãozinha do MON (Museu Oscar Niemeyer Curitiba) e da Araucária para a última serigrafia do semestre. Fiz a serigrafia em papel e em tecido. MON-Araucaria

Meus rabiscos.

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Modulo usado na serigrafia.

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Serigrafando em tecido e papel.

Com a mesma tela fiz impressões em duas cores. Na primeira foto, invertendo a tela e na outra com a tela na mesma posição mas com um pequeno deslocamento. Gostei dos efeitos.

Serigrafia em tecido parte III

Desta vez imprimi um pedaço de 1m x 2,5m de tecido com o pinhão que tinha feito para a ilustração abaixo. ilovecwb-sketch

Fiz uma composição como se eles tivessem espalhados pelo chão e para dar mais movimento fiz os pinhões em tamanhos diferentes.

modulo-pinhão-serigrafia

Tecido serigrafado com muitos erros mas sem errar a gente não aprende.

A primeira produção com o tecido foi uma cestinha cachepô que é uma das coisas que já consigo costurar sozinha.

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Como eu adoro detalhes que se escondem para surpreender somente num segundo tempo, coloquei um fundo listrado na parte interna do cachepô.

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Serigrafia em tecido parte II

Depois da camiseta resolvi serigrafar o pinhão índio em tecidos para ir aos poucos inventando algumas coisas com eles. Processo serigráfico.

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Com um dos tecidos resolvi fazer um quadrinho com bastidor para dar as boas vindas a uma menininha que está chegando neste nosso mundo. É minha pequeníssima contribuição para tentar despertar nela o amor necessário à preservação da Araucária.

pinhao-indio-bastidor-frente

 

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Serigrafia em tecido parte I

Depois de fazer algumas serigrafias usando o papel como suporte, eu estava pronta para testar meus desenhos em  tecidos. A primeira experiência foi com uma velha camiseta do meu pai e decidi usar a estampa que fiz em homenagem ao dia do índio nela.

Serigrafando

A velha camiseta do meu pai de cara nova, cara de pinhão índio e prontinha para novas aventuras em meio às Araucárias.

camiseta-pinhao-indio

Dia de São João e da Araucária

Hoje é um dia especial pois comemora-se duas coisas que eu adoro, festa de São João e a Araucária. Para comemorar este dia aí está Grimpa o bichinho que tem o pinhão no coração e adora festa junina.

Uma pequena brisa de Volpi.

Grimpa festa junina1

 

Nascimento do Grimpa

Aqui vou contar a história do nascimento do Grimpa, o primeiro bichinho de pano criado e costurado por mim. Para os que não sabem, grimpa é como chamamos aqui no Sul um galho seco de Araucária. Ela é usada para sapecar o pinhão na hora e no lugar onde a pinha cai. Acho fascinante a natureza, a própria árvore te fornece o meio para consumir seu fruto. Como não ser apaixonada pela Araucária? Os que me acompanham aqui já sabem desta minha paixão e foi dela que surgiu a ideia deste bichinho que é, logicamente, apaixonado por pinhão. Então se falamos em paixão, o tema para o carimbo foi obviamente o coração, o mesmo usado aqui. Carimbo, costura e bordado (boca, feita com ponto haste) foram utilizados para dar vida ao Grimpa e tudo isto foi feito em muito boa companhia, a da minha mãe. Comecei a aprender costura com ela depois deste MOOC e considero estes momentos que passamos juntas uns dos melhores do processo de criação.

 

Grimpa e eu temos muito em comum, gostamos de Araucárias, pinhões, desenhos, festa junina, etc , somos movidos a bateria solar e ambos nascemos no dia 17, ele de junho eu de setembro. Acho que nossa amizade vai ser duradoura.

grimpa

Grimpa curtindo um friozinho curitibano.

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Pinhão na Dinamarca

Esta foi a primeira viagem do meu pinhão. Ele foi para a Dinamarca para acalentar o coração de uma amiga curitibana que há anos mora em Copenhague. Como eu falo aqui, ele faz parte da memória afetiva de quem é do sul do Brasil e poder tê-lo por perto na hora que a saudade aperta ajuda a acalmar o coração.

Foto – Adriana

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Primeira coleção de tecidos

Decidi fazer uma mini coleção de tecidos feitos à mão partindo do tema navy que fiz na aula de design de superfície. Foi a partir deste primeiro rapport, de uma jangada, que a mini coleção partiu.

Rapport navy

 

Produzindo a coleção com pintura e carimbo.

 

A mini coleção.

 

Que tal uma clutch com estes tecidos? Pedi pra minha amiga Adriana, que adora patchwork, fazer uma. Adorei o resultado! Como o tecido dos peixinhos não foi suficiente para fazer o forro, ela usou sua imaginação e bom gosto para achar uma solução que deu um toque único à bolsa. Quando há escassez há criatividade.

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Pinhão no coração

Aplicação de um dos meus estudos, feitos aqui. Carimbo sobre tecido e papel.

SacolECO e porta garrafa pinhão no <3

Aplicação da estampa na caixa de presente.

Xilogravura em tecido

Depois de fazer impressões em vários tipos de papel resolvi imprimir em tecido. A primeira xilo que fiz impressa em tecido foi a do escambo.

escambo-xilo
escambo-xilo

Imprimi e costurei uma sacolECO, um avental e uma almofada.

 

A segunda impressão em tecido foi uma das xilos que fiz do Monte Fuji e das Araucárias. Fiz uma sacolECO de presente para minha amiga japonesa. Na última foto a caixa que preparei para enviar o presente para o Japão.

Primeiras criações com os carimbos

Bom, agora que tenho os carimbos, já estou familiarizada com tintas e técnicas de gravura das aulas de xilo e estou aprendendo a costurar, aí vão algumas das minhas criações inspiradas nas combinações que fiz aqui. Cestas de tecido

Agora estava começando a faltar uma etiquetinha para colocar em tudo que vou costurar e naturalmente lá está a Araucária e o pinhão, assim quando vocês verem este duo por aí saberão de onde vieram.

No Japão consegui decifrar muita coisa pelos desenhos que tinham nas embalagens, nas placas, etc, além de ajudarem eles eram muito fofos. Uma das coisa que coloquei na mood board que fiz do Japão era uma espécie de toalhinha que eu comprei porque achei genial a ideia e a maneira como eles  descreveram o uso dela com desenhos, então, nada mais natural que ela tenha me inspirado a fazer a etiqueta que eu achava que estava faltando para as minhas cestinhas.

Quando dei de presente uma cesta para a casa da minha prima, o namorado dela seguiu a sugestão número 5 da minha etiqueta "Você decide! Agora ela é sua." e usou ela como touca.

Ilustração, feita à partir de uma foto tirada por mim, em técnica mista, nanquim, canetinha e colagem sobre papel vegetal.

cesto-touca

 

SacolECO   I <3 Curitiba.

 

SacolECO flor de pinhão.

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Gostei bastante de carimbar na lona que fiz as cestas e no algodão cru das sacolas, o resultado me agradou.

Dica, quando for carimbar coloque a tinta de tecido numa esponja, eu usei esponjas velhas de louça, fica mais fácil de controlar e espalhar a tinta no carimbo.

Meus primeiros carimbos

Este erro foi o motivo pelo qual decidi mandar fazer os carimbos abaixo. Se vocês estavam se perguntando como transformar aquela arte em carimbo, é só consultar o Ruy da Primo Mestre Carimbos que ele faz a mágica, depois, é só sair carimbando por aí. Algumas dicas que podem ser úteis para vocês que estão pensando em mandar fazer carimbos. Para carimbos artísticos é melhor sem o cabo, fica mais fácil para aplicar e para guardar. Se você tiver uma arte composta, como no caso da minha, o melhor é mandar fazer um carimbo por desenho para não ficar restrito a sempre carimbar a mesma coisa.

Como o primeira ideia era a de fazer a camiseta, comecei a testar vários tipos de tinta naquela famosa camiseta que foi impressa errada.

camiseta-carimbo

Shibori

Antes de viajar para o Japão procurei informações sobre a técnica de tingimento de tecido chamada Shibori. Li vários artigos até descobrir o Shibori Kaikan (museu do shibori), na cidade de Arimatsu perto de Nagoya. Como eu poderia deixar de ir fazer um workshop neste museu? Posso dizer que só a aventura de ter conseguido chegar até lá já foi um aprendizado em si só. Fiz o workshop de shibori na camiseta com uma das senhoras que são especialistas na técnica mas mesmo ela sendo uma especialista, uma vez as costuras e amarrações feitas, tínhamos que mostrar para a Sensei (Significa vida prévia, ou aquele que veio antes. No contexto oriental quer dizer que se está ante uma pessoa com conhecimento avançado da arte e um nível de conhecimento humano elevado) para ver se tudo estava certo. Logicamente não se pode aprender uma técnica destas em duas horas de workshop e ainda por cima sem poder se comunicar com a mestre porque a única maneira de conseguir seria em japonês, mesmo assim, esta foi uma experiência inesquecível e enriquecedora.

Shibori Kaikan

Arimatsu-Shibori_Kaikan

Sensei Suzue Nakashima

sensei-shibori-kaikan

Abaixo meu workshop com a professora Sumie Fujiwara. Vocês devem estar pensando no por quê de não ser eu mas a professora nas fotos, pois bem, a professora não conseguia tirar fotos com o celular, de todas que ela tirou só deu pra aproveitar uma mas não podemos culpar estas mãos mágicas que fazem um shibori tão maravilhoso há anos de não serem hábeis com a nova tecnologia, não concordam?

O tingimento era feito em outro lugar portanto esta parte eu não tive a oportunidade de conhecer. Recebi a camiseta no Brasil uns três meses depois de fazer o workshop.

Vi alguns tecidos no museu expostos como quadros e quis fazer o mesmo com o meu.

Eu não desperdicei a camiseta, minha mãe substituiu a parte que foi cortada por um outro tecido, que por sinal ficou ótimo, e está usando ela por aí.

Colagem digital feita no Photoshop.

 

Estampa manual índio

Índio foi outro tema lançado no curso e o objetivo aqui, como no tema navy, era só de criar uma estampa mas, se vocês estão me seguindo, já sabem que eu tive que criar uns produtos, não sabem? A primeira imagem que me veio na cabeça foi a pena. Rabisquei algumas outras coisas mas no final decidi criar algo com a pena e a palavra índio.

Este foi o módulo criado e como a pena evoca também a escrita eu decidi aplicá-lo em produtos de papelaria.

modulo-indio

Desenhei à mão, digitalizei e criei a estampa no Photoshop. Falando em digitalizar e criar estampas no Photoshop, eu recomendo, a quem estiver interessado no assunto, o site Metapix. Foi lá que aprendi muito sobre passar do manual ao digital.

Os produtos que criei foram um caderninho de bolso, um papel de presente, um marca página, e uma tag. O caderninho foi feito pela talentosa encadernadora Madalena do Genoveva Atelier, eu só forneci o papel com a minha estampa e ela transformou ele neste lindo produto que vocês podem ver logo abaixo. O papel de presente eu mandei fazer no site Panólatras. Que época maravilhosa estamos vivendo! Há alguns anos atrás seria impossível para uma simples mortal como eu ter um papel de presente com a própria estampa. O marca página e a tag eu mesma fiz em casa.

estampa-indio-papelaria

Clique nas imagens para ampliar.

Aproveito a foto para recomendar este ótimo livro sobre Design de Superfície escrito pela Evelise Anicet Rüthschilling.

Estampa manual navy

Este projeto lançado no curso teve como tema o navy e o objetivo era criar somente a estampa. O navy foi introduzido no mundo da moda pela Coco Chanel. Ela se inspirou na camiseta marinière usada pelos marinheiros franceses no começo e depois adotadas pelos pescadores e negociantes de peixes na região norte da França.

Quando comecei a pensar na minha estampa navy quis agregar a ela algo bem típico do nosso Brasil e a primeira coisa que me veio na cabeça foi a jangada e ela não vem só na minha cabeça quando se trata de inspiração. Aqui já que estamos falando da França, de jangada e de inspiração, não posso deixar de mencionar um dos livros do Jules Verne cujo nome é A Jangada 800 léguas pelo rio Amazonas ele é a prova que uma jangada inspira e leva a muitas aventuras. Espero que as minhas jangadinhas aí embaixo se aventurem por muitos caminhos!

Este é o módulo que criei.

modulo-navy

As aventuras delas vão começar aqui pois como não consegui ficar sem criar algo com esta estampa, mandei fazer uma ecobag sacolaECO com a Talita da La Zorayde. Além das criações dela, a Talita também torna seus projetos realidade. Mais tarde fiz eu mesma o porta garrafa que vi pela primeira vez no Japão. A técnica utilizada na estampa foi pintura com caneta para tecido. No porta garrafa eu quis adicionar um elemento manual que sempre achei lindo, o bordado. Como nunca bordei, escolhi um ponto simples, o ponto haste, para fazer as linhas vermelhas. Demorei um tempão pra fazer mas eu adorei o resultado.

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Detalhe do bordado em ponto haste.

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Estampa manual cinema

Outro projeto lançado no curso foi a criação de dois jogos americano com o tema cinema. Eu não poderia ter escolhido outro filme senão "O Menino e o Mundo", leia aqui o post sobre o filme e entenda por quê. Quanto mais eu pensava nas imagens, quanto mais eu via as ilustrações mais eu me perguntava como conseguiria fazer algo que lembrasse o filme sem  simplesmente reproduzir o que vi. O elemento central do filme é o menino e a primeira imagem que vem na minha cabeça quando se fala desta animação é o menino, então decidi trabalhar as estampas em torno dos elemento que compõem o desenho dele.

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Abaixo vocês podem ver como usei os elementos do menino para compor minhas estampas. Por favor não me condenem por ter despedaçado o menino! Vocês podem ver os dois módulos que escolhi trabalhar e encontrar elementos como os olhos, o cabelo, o shots, a mão e as bochechas do menino compondo cada desenho.

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Decidi fazer um jogo americano, duas porcelanas e um cestinho de pão.

As estampas que fiz no tecido foram com canetas para tecido. Nas louças usei canetinhas para cerâmica e posso afirmar que não foi fácil. Tentei desenhar normalmente mas não gostei do resultado especialmente quando trabalhava em detalhes pequenos, então, resolvi tentar a técnica do pontilhismo. Gostei muito do resultado mas o trabalho foi difícil e demorado. Espero que vocês gostem.

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