Capas de livros

Estes dois livros aí entraram para minha biblioteca por uma série de motivos. O primeiro deles foi a atração imediata que tive pelas capas, ambas com desenhos que passam uma ideia do feito à mão, um com aquarela e o outro com xilogravura. A segunda fase da sedução foi o título, no "O Leitor do trem das 6h27" duas coisa me chamaram a atenção, leitor e trem. Eu sempre adorei ler no trem quando morava na França, então achei que este leitor poderia ter dado uma boa história para o livro. Eu estava certa, gostei muito porque me levou de volta aos tempos que morei na França através de uma história sobre livros, leitura, trens, chouquettes, subempregos, etc.

No segundo livro, depois da capa, a sedução foi pela história sobre as vicissitudes da velhice usada para fazer uma crítica irônica à vários aspectos da vida no México. Assim que eu terminar a leitura volto aqui pra contar.

capas-livros

 

 

Cartão de visita meu pinhão

Depois de usar o meu pinhão para estampar diversas superfícies, naturalmente ele foi escolhido para ilustrar meu cartão de visitas. Como tenho uma mania irrecuperável de sempre querer que tudo tenha um sentido, uma história um por quê, com o cartão não seria diferente. Comecei minhas pesquisas e entre a internet e os amigos acabei chegando no site da Joox Cards e adivinhem? Esta empresa é daqui de Curitiba e a única a oferecer um serviço diferenciado no Brasil. Perfeito! Mesmo o site não estando em funcionamento eu consegui mandar imprimir meus cartões entrando em contato por e-mail. Como adoro detalhes e surpresas, não podia ficar mais satisfeita quando recebi meus cartões. Os cartões vem dentro de um porta cartões de plástico, dentro de uma caixinha preta personalizada com o logo da Joox. Tive um probleminha com as cores que ficaram um tanto diferentes das que eu havia usado mas a Joox solucionou o inconveniente da melhor maneira possível.

Meus cartões foram pensados para servirem de marca página mas como a Joox não oferece serviço de faca eu mesma fiz os cortes. Outra coisinha que quis testar foram os cantos arredondados mas não queria que todos tivessem cantos arredondados então usei um furador cantoneira em alguns deles.

 

Vou aproveitar para falar do livro que vocês estão vendo nas fotos acima. Sempre fui apaixonada pelo artesanato brasileiro, acho ele de uma riqueza e de uma beleza tocante. Compartilho totalmente a visão do artesanato da Adélia Borges neste livro onde o título, Design + Artesanato o caminho brasileiro, resume de maneira brilhante o conteúdo. Aconselho a leitura.

Meu pinhão

O pinhão em Curitiba não está só nas festas juninas ele também está nos painéis de Poty e nas calçadas de petit pavê. Ele faz parte da cidade e da vida dos curitibanos assim como fez e faz parte da minha desde que nasci, mesmo durante os longos anos que passei fora do Brasil ele sempre me acompanhou, um vaso cheio deles estava sempre por perto para acalmar a saudade da terrinha quando ela apertava. Assim sendo foi naturalmente que tive o desejo de desenhar o meu pinhão e com ele desenhar superfícies por aí afora. Foto - Brunno Covello/Gazeta do Povo

Pinhao_Brunno_Covello

Parti das proporções da imagem abaixo que encontrei aqui para criar o meu desenho.

pinhao-geometrico-lange

Segui o tutorial Illustrator do Metapix, Desenhando formas simétricas, e como comigo sempre acontecem coisas bizarras, na hora de fazer a simetria do pinhão tudo saiu totalmente diferente do que deveria, porém, eu adorei o resultado. Criei algo que nem sequer tinha imaginado. Nunca mais consegui reproduzir o mesmo erro, mistérios do Illustrator... ou seriam Mistérios de Curitiba?

pinhao_simetrico

Nos próximos posts vocês vão ver onde ele já foi parar.

 

Quadrinhos - Cidade Sorriso dos Mortos Vivos

A Cidade Sorriso dos Mortos Vivos é uma coletânea de histórias de vários artistas curitibanos sobre a invasão de Curitiba pelos mortos vivos. Como vocês já leram aqui, eu adoro projetos que valorizam a cidade e as pessoas que nela habitam, neste caso, que nela tentam sobreviver à invasão. Além de gostar deste tipo de iniciativa também sou fã do gênero zumbi, então, não poderia ter deixado este excelente álbum fora da minha biblioteca. capa-cidade-sorriso-dos-mortos-vivos

Vindo de pessoas extremamente criativas,como o Antonio Elder e o Walkir Fernandes eu nem sei por quê me surpreendi ao receber o álbum e ver um zumbi me agradecendo no envelope e numa folha A4 que encontrei dobrada na primeira página. Surpresas assim são sempre bem vindas e inspiradoras!

Como é que um morto vivo usando cachecol estampado de pinhões não iria inspirar minha jornada exploratória de superfícies? Nos próximos posts vocês verão estampas de pinhões pra todo lado!

Minha primeira contribuição com um projeto no Catarse

Aqui vou falar sobre o primeiro projeto que colaborei numa plataforma de financiamento coletivo, o Catarse. O projeto do André Caliman era o de publicar uma história em quadrinhos ambientada em Curitiba chamada Revolta. Achei legal incentivar artistas que além de serem curitibanos, falam de Curitiba na sua arte. A recompensa foi o quadrinho Revolta autografado e eu desenhada em estilo HQ.

capa-revolta-caliman

Claudia-revolta

Que tal eu desenhada pelo André em pose de revolta acompanhada, logicamente, pela minha querida Araucária?

Estampa manual índio

Índio foi outro tema lançado no curso e o objetivo aqui, como no tema navy, era só de criar uma estampa mas, se vocês estão me seguindo, já sabem que eu tive que criar uns produtos, não sabem? A primeira imagem que me veio na cabeça foi a pena. Rabisquei algumas outras coisas mas no final decidi criar algo com a pena e a palavra índio.

Este foi o módulo criado e como a pena evoca também a escrita eu decidi aplicá-lo em produtos de papelaria.

modulo-indio

Desenhei à mão, digitalizei e criei a estampa no Photoshop. Falando em digitalizar e criar estampas no Photoshop, eu recomendo, a quem estiver interessado no assunto, o site Metapix. Foi lá que aprendi muito sobre passar do manual ao digital.

Os produtos que criei foram um caderninho de bolso, um papel de presente, um marca página, e uma tag. O caderninho foi feito pela talentosa encadernadora Madalena do Genoveva Atelier, eu só forneci o papel com a minha estampa e ela transformou ele neste lindo produto que vocês podem ver logo abaixo. O papel de presente eu mandei fazer no site Panólatras. Que época maravilhosa estamos vivendo! Há alguns anos atrás seria impossível para uma simples mortal como eu ter um papel de presente com a própria estampa. O marca página e a tag eu mesma fiz em casa.

estampa-indio-papelaria

Clique nas imagens para ampliar.

Aproveito a foto para recomendar este ótimo livro sobre Design de Superfície escrito pela Evelise Anicet Rüthschilling.

Estampa manual navy

Este projeto lançado no curso teve como tema o navy e o objetivo era criar somente a estampa. O navy foi introduzido no mundo da moda pela Coco Chanel. Ela se inspirou na camiseta marinière usada pelos marinheiros franceses no começo e depois adotadas pelos pescadores e negociantes de peixes na região norte da França.

Quando comecei a pensar na minha estampa navy quis agregar a ela algo bem típico do nosso Brasil e a primeira coisa que me veio na cabeça foi a jangada e ela não vem só na minha cabeça quando se trata de inspiração. Aqui já que estamos falando da França, de jangada e de inspiração, não posso deixar de mencionar um dos livros do Jules Verne cujo nome é A Jangada 800 léguas pelo rio Amazonas ele é a prova que uma jangada inspira e leva a muitas aventuras. Espero que as minhas jangadinhas aí embaixo se aventurem por muitos caminhos!

Este é o módulo que criei.

modulo-navy

As aventuras delas vão começar aqui pois como não consegui ficar sem criar algo com esta estampa, mandei fazer uma ecobag sacolaECO com a Talita da La Zorayde. Além das criações dela, a Talita também torna seus projetos realidade. Mais tarde fiz eu mesma o porta garrafa que vi pela primeira vez no Japão. A técnica utilizada na estampa foi pintura com caneta para tecido. No porta garrafa eu quis adicionar um elemento manual que sempre achei lindo, o bordado. Como nunca bordei, escolhi um ponto simples, o ponto haste, para fazer as linhas vermelhas. Demorei um tempão pra fazer mas eu adorei o resultado.

sacoleco-porta-garrafa-navy

Detalhe do bordado em ponto haste.

porta-garrafa-navy

O começo do Design de Superfície

Depois de ler e me encantar pelo assunto Design de Superfície me inscrevi num curso aqui em Curitiba nesta área. Meus desenhos vão começar a virar Design de Superfície!

Nosso primeiro trabalho foi uma cúpula de abajur com tema livre e técnica de estampa manual. Escolhi o sertão nordestino como fonte de inspiração para começar a criar e depois de alguns testes optei pelo uso da caneta para tecido.

Gralha-cancã e cactos

Abajures-sertao

Minha gralha-cancã foi chamada de pinguim e pavão pelos meus amigos mas isto não me desanimou só me deu mais e mais vontade de continuar desenhando e criando mais e mais pinguins que não são pinguins, pavões que não são pavões e gralhas-cancã que não se parecem com gralhas-cancã mas são as minhas gralhas-cancã.

Falando em não se desanimar quando desenhamos, um ótimo livro que se encaixa no assunto é o Drawing and Painting Imaginary Animals da Carla Sonheim e a primeira coisa que ela diz é : "Existe mais de uma maneira de desenhar um gato" e seguem quatro páginas de desenhos de gatos, alguns com cara de cachorro outros de coelho e outros de gato mas todos são gatos que nasceram dos seus traços e é isto que importa.

Desenhem, desenhem e desenhem sem medo!

 

Design de Superfície

Nos meus passeios virtuais, onde aprecio os desenhos de artistas vários, me deparei com a palavra Design de Superfície. Uma das coisas que me atraiu foi a junção destas duas palavras design+superfície. Nunca tinha ouvido falar deste assunto mas como o design sempre me interessou de uma maneira geral, fiquei curiosa e comecei a ler sobre o tema. Como a definição de design nunca encontrou consenso, a definição de design agregada da palavra superfície, não é diferente. Aqui no Brasil quem introduziu e traduziu o nome do inglês Surface Design para o português foi a Renata Rubim. No seu livro Desenhando a Superfície, na página 29, Renata Rubim escreve :

"Design de Superfície não é superficial";

"Design de Superfície não é necessariamente bidimensional";

"Design de Superfície não precisa ser uma superfície contínua (ou pattern)";

"Cor também é tratamento de superfície";

"Design de Superfície às vezes é Design de Produto".

Achei estas considerações suficientes para introduzir o Design de Superfície.

Depois de todas estas pesquisas e o aumento do meu interesse por este assunto, comecei a procurar cursos na área. Falarei sobre isto no próximo post.

Athos Bulcão (Painel de azulejos, Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados - CEFOR, 2003.. Foto: Edgar César Filho). Módulos simples que podem ser dispostos livremente pelos colocadores que, neste caso, viravam coautores do design da superfície. Eu adorei esta liberdade dada pelo designer à sua criação!

Athos-Bulcao-Camara-dos-Deputados

 

Sketchnotes, onde tudo começou...

Nada melhor para começar este blog do que contar a história da luzinha que se acendeu quando li o livro do Mike Rohde The Sketchnote Handbook. Estava num período de mudanças em vários sentidos na minha vida e uma das mudanças era na vida profissional. Meio perdida mas com uma certa visão do rumo que gostaria que ela tomasse, procurei livros que se aproximassem desta minha visão. Achei o livro do Chris Guillebeau $100 Startup que me pareceu perfeito para o que eu estava imaginando.

Além de gostar do livro, gostei muito das ilustrações e procurei saber mais sobre o ilustrador. Foi aí que descobri o site do Mike e seu livro The Sketchnote Handbook. A luzinha "desenho" acendeu bem devagarinho e foi aumentando a cada palavra devorada. Depois de ler o livro e ter uma sensação apaziguadora de ter achado o que queria realmente fazer, senti uma necessidade enorme de agradecer o Mike. Comecei a escrever na página facebook dele, parei, apaguei tudo porque algo estava me incomodando na maneira de agradecê-lo. Pensei durante alguns dias e finalmente a resposta para o que estava me incomodando veio naturalmente : Por quê não agradecê-lo usando o que aprendi no livro? Daí surgiu o que eu chamei de skechletter que vocês podem ver logo abaixo.

A história não acaba aí. Alguns meses se passaram e o Mike me mandou um e-mail perguntando se ele poderia usar a carta como exemplo no seu próximo livro The Sketchnote Workbook. Fiquei muito feliz com o pedido e logicamente minha resposta foi um sim extremamente sorridente!

tsw-ch3-52-53

Agora vocês sabem de onde veio a sketchfoto da página sobre.